Flex linhas aereas

Flex linhas aereas

A Flex Linhas Aéreas, empresa que foi criada dentro do plano de recuperação judicial da antiga Varig e que herdou todas as dívidas da empresa, pode parar de voar na próxima semana. Sem recursos para manter a operação da empresa, a Flex, que tem 210 funcionários, está com seu único avião, um Boeing 737, parado para manutenção até sexta-feira, quando termina o prazo para o pagamento de dívidas como leasing da aeronave, no valor de US$ 900 mil e da segunda parcela do seguro do avião, estimado em R$ 150 mil. Procurada, a Mapfre, responsável pelo seguro do avião, informou que até o momento não recebeu nenhuma notificação dos resseguradores internacionais sobre o cancelamento do seguro da Flex.

O presidente da Flex, Aurélio Penelas, diz que há cerca de nove meses a empresa vem enfrentando sérios problemas de caixa, principalmente depois que teve reduzido de 14 para seis o número de horas voadas no contrato de fretamento que tem com a Gol. A Flex faz a rota diária Rio-Fortaleza-Rio para a Gol e recebe por mês pelo fretamento R$ 10 milhões. Montante que, afirma Penelas, não cobre os custos fixos como a folha de pagamento de R$ 1 milhão e dívidas em geral.

Este mês, segundo ele, os funcionários correm o risco de não receber os salários. Para Penelas, os riscos que a Flex oferece, com centenas de ações trabalhistas em andamento e a falta de uma solução quanto a processos como o de defasagem tarifária que ainda não foram resolvidos, afasta a chance de a empresa conseguir investidores. Ainda segundo ele, nem mesmo as ações em andamento resolveriam o destino da empresa, já que todo o dinheiro está destinado ao pagamento de credores.

- Não há perspectiva de entrada de caixa. A segunda parcela do seguro. no valor de US$ 150 mil, venceu em 30 de setembro e conseguimos prorrogar para 30 de outubro. Mas não pagamos. O leasing também não está pago e recebemos carta no dia 26 de outubro cobrando o atraso do pagamento. Estamos atrasados há quatro meses e o valor total é de US$ 900 mil. A Wells Fargo, responsável pelo leasing da aeronave, poderá a partir de sexta-feira pedir o arresto do avião. Além disso, temos 14 mil ações trabalhistas em andamento. Todos os demitidos em 2006 ainda não foram indenizados. E todas as ações em andamento são para pagar dívidas de credores, sobretudo o Aerus. E mesmo que tudo fosse pago, nada viria para a empresa. Não vejo perspectiva. Os custos são altos, a Flex se responsabiliza por tudo. Temos que pagar além dos custos já previstos, advogados para nos representar em todo o tipo de ações contra a antiga Varig - explica Penelas.

Somente na ação de defasagem tarifária, a Flex teria a receber quase R$ 5 bilhões, sendo que R$ 3,5 bilhões são para pagamento de aposentados, pensionistas e trabalhadores na ativa que contribuíram com o fundo de pensão Aerus. Há ainda ações de créditos de ICMS por todo o país e venda de ativos, como imóveis. Mas tudo que for levantado será para pagar credores, afirma Penelas

Depósitos retidos no Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT) e que estão a favor da Flex, no valor de R$ 5 milhões, ainda não foram repassados à empresa por uma decisão do próprio TRT. Apesar de o juiz da 1 Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio, Luiz Roberto Ayoub, ter determinado a liberação dos recursos, uma instrução normativa impede que a Flex utilize o dinheiro.

- Estamos recorrendo junto ao Conselho Nacional de Justiça. A partir da entrada do plano de recuperação judicial, os depósitos anteriores a 2005 que estavam em juízo para garantia de pagamento de ações trabalhistas, deveriam retornar à Flex. Mas a Justiça do Trabalho tomou decisão impedindo o repasse. Somente no Rio são R$ 5 milhões. Isso ajudaria mas a empresa não sobrevive como está e o investidor se sente inseguro. O encontro de contas já deveria ter acontecido, os acordos já deveriam ter acontecido. Agora, o risco de a empresa deixar de existir é real - afirma Penelas.

A presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, esteve ontem em uma reunião da Advocacia Geral da União, que há mais de 200 dias vem analisando os documentos referentes às ações de defasagem tarifárias, por conta do congelamento de tarifas nos anos 80. A AGU havia pedido suspensão do julgamento para discutir um acordo, o que ainda não aconteceu, segundo Graziella.

- A reunião não foi conclusiva. A AGU alega necessidade de mais tempo para avaliação. A área jurídica do sindicato está avaliando possibilidades para acelerar este acordo. Mas até o final da semana nada acontece. E se a empresa tiver um pedido de falência ou parar de voar, a situação se agrava ainda mais. Credores como o fundo Aerus, aceitaram o desenho da recuperação judicial porque são credores com garantias reais, no caso, o dinheiro que vem da ação de defasagem tarifária. São dez mil aposentados e pensionistas e dez mil trabalhadores ainda na ativa que tiveram seus recursos represados - disse Graziella.

Uma fonte do setor comentou que o plano de recuperação judicial da empresa foi pensando com base nas ações como a defasagem tarifária e que agora, com a suspensão determinada pela AGU, nem o Supremo Tribunal Federal pode julgar a ação, já que a AGU propôs a suspensão do julgamento para tentar encontrar uma solução definitiva para a Flex. Segundo a mesma fonte, "a Flex vai morrer mesmo tendo dinheiro a receber".

Source: http://oglobo.globo.com/economia/varig-flex-linhas-aereas-em-pouso-forcado-antes-de-decolar-3167502


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Flex linhas aereas

Gazeta Online

08/04/2008

Gestor da recuperação da Varig vai para nova companhia aérea

Gestor do plano de recuperação da Varig, Miguel Dau assumiu no dia 1º de abril o cargo de vice-presidente operacional da nova companhia aérea brasileira, cuja criação foi anunciada no fim de março pelo empresário David Neeleman, o fundador da JetBlue.

A empresa começará a operar vôos domésticos em janeiro de 2009, em São Paulo. A companhia usará aviões da Embraer e terá seu nome escolhido pelos internautas, pelo site www.voceescolhe.com.br. No dia 15 de abril, a companhia anunciará os dez melhores nomes sugeridos pelo público, quando vai ocorrer nova votação. Em 5 de maio, será anunciado o nome.

Trajetória

Dau, que esteve na Varig por 20 anos e foi escolhido pelos credores para executar o plano de recuperação judicial da companhia assume a condução do processo de certificação da nova empresa com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e de toda a estruturação da companhia.

Na Varig, ao longo de duas décadas, Miguel Dau foi piloto, diretor de cargas e vice-presidente operacional e técnico, função exercida de 2003 a 2005, quando deixou a companhia, retornando mais tarde a pedido dos credores. Antes disso, foi piloto de caça da Força Aérea Brasileira (FAB) por dez anos.

Estadão

08/04/2008

Avião pousa em Bangcoc após tentativa de seqüestro

Segundo informações, homem se envolveu em uma briga e ameaçou tripulação com uma faca; ele foi preso

BANGCOC - Um avião da companhia Biman Bangladesh Airlines teve de fazer um pouso de emergência no velho aeroporto internacional de Bangcoc, depois que um homem tentou seqüestrar o aparelho.

Segundo o chefe da Autoridade Aeroportuária do país, Chana U-sathaporn, o suposto seqüestrador já foi detido. Ele teria se envolvido em uma briga com um dos passageiros e ameaçou com uma faca a tripulação da aeronave.

Ainda não se sabe como o homem conseguiu enganar os controles de segurança e entrar com a faca a bordo do vôo BG042, que partiu de Daca com destino a Kuala Lumpur, e tinha entre 40 e 70 passageiros.

Ao considerar que podia perder o controle da situação, o piloto pediu permissão às 9h30 (23h30 de segunda-feira em Brasília) para aterrissar no aeroporto de Suvarnabhumi, inaugurado em 2006, mas a torre de controle lhe indicou que fosse ao de Don Mueang, cerca de 30 quilômetros ao norte de Bangcoc.

Desde a entrada em funcionamento do moderno aeroporto de Suvarnabhumi, o de Don Mueang é utilizado apenas pelas companhias aéreas locais de baixo custo.

As autoridades tailandesas identificaram o suspeito como Hassan Ali, de 40 anos, que foi detido logo após a aterrissagem.

Segundo as autoridades locais, Ali, de nacionalidade indiana e residente na Malásia, sofre de problemas mentais e neste momento se encontra sob custódia do Departamento de Imigração.

Estadão

08/04/2008

Batida entre dois ônibus no túnel Anhangabaú deixa 7 feridos

Fretado da Varig se chocou com a traseira de um ônibus urbano; tráfego está parcialmente interditado

SÃO PAULO - Um acidente envolvendo dois ônibus deixou, por volta das 4h30 desta terça-feira, 8, pelos menos 7 pessoas feridas, uma delas em estado grave, no interior do túnel Anhangabaú, no sentido Santana/Aeroporto, na região central da capital.

Um ônibus da Varig, que havia saído do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, e seguia para o Aeroporto de Congonhas, bateu na traseira de um coletivo da Viação Sambaíba, da linha 175 T (Tremembé/Jabaquara). No ônibus urbano, estavam apenas o motorista e o cobrador. O fretado tinha 12 passageiros, a maioria deles de um vôo da Varig vindo de Cuiabá.

Ficaram feridos o motorista do ônibus da Varig, que foi retirado das ferragens apenas as 5h45; os dois funcionários da Sambaíba, ambos com ferimentos leves; além de quatro passageiros do ônibus fretado, entre eles uma mulher de 53 anos que foi levada para a Santa Casa de Misericórdia.

Às 5h45, apenas uma faixa da via estava liberada para o tráfego no interior do túnel, o que causa um grande congestionamento para quem deixa a zona norte da capital paulista. Ainda não se sabe o que levou o motorista da Varig a atingir a traseira do ônibus urbano.

O Estado de São Paulo

08/04/2008

Informativo da Anac enfoca abastecimento

Após dois acidentes causados por problemas de abastecimento, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) escolheu o assunto como tema de seu primeiro informativo Alerta de Vôo, com informações de segurança para pilotos particulares e comerciais. O informativo não tem periodicidade regular e está em www.anac.gov.br/alertavoo.

O Estado de São Paulo

08/04/2008

Em Cumbica, 24 horas para liberar a carga

Mais de 40 caminhoneiros esperavam atendimento

José Henrique Lopes e Michelle Portela

Três dias depois de sair de Fortaleza e de ter enfrentado, na noite anterior, uma interdição de rodovia que durou sete horas, o caminhoneiro Francisco Costa achou que poderia tomar um banho e, finalmente, descansar. Mas, ao chegar ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, ontem à tarde, viu que a viagem ainda não havia terminado.

A fila de caminhões que esperavam pela liberação de mercadorias destinadas à exportação, causada pela greve dos auditores fiscais da Receita Federal, obrigará o cearense a permanecer, pelo menos, 24 horas na cabine de seu caminhão, estacionado nas imediações do terminal de cargas do aeroporto.

No local, não há acomodação para os caminhoneiros. “A gente chega de viagem sujo, cansado, e não tem nem onde tomar banho”, afirmou. “Como sou de fora, não terei para onde ir caso precise passar a noite aqui. Vou dormir no caminhão mesmo.”

Se, na sexta-feira, a situação no aeroporto já era marcada pelo acúmulo de veículos, ontem o cenário era pior. À tarde, mais de 40 caminhões formavam uma enorme fila. Segundo os motoristas, durante a manhã, mais de 70 caminhões estavam estacionados no local. Desses, 26 teriam passado o fim de semana no pátio improvisado em frente de um depósito que pertencia à Transbrasil. Ontem, até esse espaço estava lotado.

Os caminhoneiros, conformados com o fato de não haver previsão para esvaziarem suas carrocerias, matavam o tempo em rodas de conversa. Alguns, cansados, dormiam embaixo dos veículos. “Enquanto tiver água para beber, tudo bem, vamos ficando por aqui”, disse Carlos Santos. Junto ao colega Felipe Ledur, ele aguardava um parecer da Receita desde domingo, quando chegou com um caminhão de Palmeira das Missões (RS) carregado de sapatos.

PREJUÍZOS

No Pólo Industrial de Manaus, por causa da greve, 8,5 mil trabalhadores estão em licença remunerada ou cumprindo banco de horas. As fábricas não podem produzir porque insumos e equipamentos estão retidos nas alfândegas. Segundo o Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares no Amazonas, empresas como Sony, Panasonic e CCE foram afetadas e o prejuízo chega a US$ 100 milhões.

A Caloi retomou parte da produção, após recorrer à Justiça para liberar insumos retidos pela Receita. A empresa perdeu três dias de trabalho, deixando de fabricar 3,6 mil bicicletas.

Coluna Claudio Humberto

08/04/2008 - 09:18h

Cristina Kirchner compra jato da Embraer

Ao contrário do presidente Lula, que optou por um Airbus, o presidente da Argentina, Cristina Kirchner, vai trocar o Boeing 757 presidencial argentino, o "Tango Uno" (foto acima), por um Lineage 1000 (foto abaixo), versão executiva do Embraer 190, fabricado no Brasil. A informação foi antecipada neste site, em 17 de março passado.

O "Tango Uno" foi comprado pelo ex-presidente Carlos Menem nos anos 90 e chegou no bojo de um escândalo: custou quase um dobro por conta de propinas e superfaturamentos - o chefe da Casa Militar do presidente argentino saiu do cargo por esse motivo. Nos últimos anos, o Boeing 757 deu alguns sustos no ex-presidente Nestor Kirchner, maridão de Cristina, e com ela já apresentou três panes, uma delas considerada grave.

O Lineage 1000 da Embraer 190 é considerado o mais avançado econômico modelo em sua categoria, para cem lugares, e sucesso absoluto nas empresas aéreas européias e dos Estados Unidos. A Embraer e a Fuerza Aérea Argentina já fizeram várias reuniões, definiram a configuração do jato (40 lugares, sala de reuniões e dormitório), tudo moderno, mas sem luxos, seguindo ordem da presidenta. Os argentinos examinaram outros dois modelos (o BBJ, da Boeing, igual ao banqueiro Joseph Safra, e o Airbus 319 versão Corporate Jet, igualzinho ao Air Force 51, do presidente Lula. O modelo made in Brazil tem desempenho igual e custa a metade do preço.

Folha de São Paulo

08/04/2008

União Européia libera celular em vôo

Decisão só vale para espaço aéreo europeu e piloto poderá desabilitar sistema a qualquer momento

Autoridade européia diz esperar que companhias aéreas assegurem que usuário de celular não perturbe outros passageiros

MARCELO NINIO DE GENEBRA

A União Européia anunciou ontem a liberação do uso em breve de telefones celulares durante viagens de avião. A decisão, que só vale para o espaço aéreo europeu, significa que os passageiros poderão continuar falando no celular e mandando e-mails acima de 3 mil metros de altitude.

A liberação foi anunciada após seis meses de estudos da Comissão Européia, o órgão executivo da UE, e deve entrar em vigor no segundo semestre. A comissária européia para Sociedade de Informação e Mídia, Viviane Reding, advertiu as operadoras a não colocar os preços das ligações nas alturas. "Se os consumidores receberem contas de telefone chocantes o serviço não irá decolar, disse Reding.

O porta-voz da comissária, Martin Selmayr, disse à Folha que a maior vantagem da decisão é desburocratizar o uso de celulares em vôos, criando regras comuns a todos, mas sem a necessidade de novas licenças.

A novidade será resultado da parceria entre as operadoras e as companhias aéreas e funcionará por meio de um satélite e uma base terrestre.

Quanto aos preços do serviço, Selmayr disse que terá a mesma lógica dos já existentes. "Quem determinará os preços é o mercado. Será um processo parecido ao do serviço de roaming, quando um usuário paga um pouco a mais para falar no seu celular fora do país", comparou o porta-voz, em conversa por telefone de Bruxelas.

Além do aspecto econômico, a comissária européia não deixou de lembrar o inferno em que os vôos podem se transformar com a liberação do uso de celulares. "Peço às companhias aéreas que criem as condições certas a bordo para assegurar que aqueles que queiram usar a comunicação durante o vôo não perturbem outros passageiros", disse Reding.

As novas regras anunciadas ontem servem para padronizar os requerimentos técnicos e de segurança. Uma delas é a de que o piloto poderá desabilitar o sistema caso julgue necessário. Outra é de só habilitar o serviço em altitudes superiores a 3 mil metros.

A partir de agora cabe a cada companhia aérea quando começar a oferecer o serviço. Pelas previsões de Selmayr, o sistema deve começar a operar no começo do segundo semestre.

Persistem, no entanto, algumas indefinições. A Agência Européia de Segurança Aérea, por exemplo, ainda não determinou o tipo de equipamento que será instalado. A principal preocupação é de que ele não intrerfira nos comandos do avião.

A idéia é instalar uma rede nas aeronaves, que conectarão os celulares a uma base em terra por meio de satélites. Assim que o avião deixa o espaço aéreo europeu, o sistema deixa de funcionar.

A lei aprovada ontem abre o novo mercado para qualquer empresa aérea interessada, mesma as de fora da UE. A holandesa KLM e a Air France já testam o uso de celulares em alguns de seus vôo desde o ano passado, o que demonstra que a tecnologia já está disponível. Só faltava regular o mercado.

Valor Econômico

08/04/2008

What's News

A Air France-KLM informou que caberá aos sindicatos de empregados da Alitalia decidir o futuro da deficitária companhia aérea italiana, e que a sua oferta de quase US$ 1 bilhão é a única que permitirá à companhia sair rapidamente do vermelho. O conselho da Alitalia tem até hoje para decidir se pede concordata.

Mercado e Eventos

07/04/2008 - 18:16h

Miguel Dau é o vice-presidente da companhia aérea de David Neeleman

Desde a última terça-feira (01/04), Miguel Dau assumiu o cargo de vice-presidente operacional da nova companhia aérea brasileira de David Neeleman, o fundador da JetBlue, como o site Mercado & Eventos já havia publicado no dia 29 de março.

Dau, que esteve na Varig por 20 anos e, recentemente, foi escolhido pelos credores para executar o plano de recuperação judicial da companhia, assume a condução do processo de certificação da nova empresa junto à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e toda a estruturação da companhia.

"Temos um compromisso expresso com David Neeleman para que toda a companhia opere seguindo os mais rígidos padrões internacionais de segurança. Além disso, minha missão é criar um ambiente de trabalho que valorize a contribuição individual de cada membro de nossa equipe", disse Dau. A nova companhia começa a operar no início de 2009.

Site Mundo do Marketing

07/04/2008

Flex Linhas Aéreas passou por trabalho de branding

A Flex Linhas Aéreas, companhia aérea que surgiu com a venda da Varig para a Gol para herdar os passivos e as pendências judiciais da antiga Varig, fez todo um estudo de branding para se posicionar no mercado.

O projeto contou com pesquisas qualitativas para escolha do nome e conceito, além da análise das motivações e valores procurados pelos usuários na escolha e fidelidade da companhia aérea. O trabalho foi feito pela Packaging Brands, que também desenvolveu a logo e manual de identidade visual, papelaria, formulários, crachás, identidade visual da aeronave interna e externa, itens de bordo e cartão de embarque, uniformes, incluindo estampas de gravatas e lenços, distintivos, sinalização de prédio institucional e aeroportos, frota e site.

Jornal de Turismo

04/04/2008

Feira da Anac expõe a falta de cuidado ético da agência

Agência de Aviação Civil é usada para levantar R$ 270 mil entre as empresas que são fiscalizadas por ela mesma

Cláudio Magnavita

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) criou um perigoso plano de vôo para comemorar o seu terceiro aniversário. A agência permitiu que uma empresa de organização de evento iniciasse um trabalho de captação de patrocínio visando arrecadar fundos para a realização da 1ª Feira Anac de Aviação Civil e que o universo abordado fosse exatamente as companhias aéreas e empresas aeronáuticas que estão subordinadas às ações de fiscalização da agência. E o que é pior, que fossem procuradas empresas em formação que dependem 100% de autorizações e certificações da Anac.

Questionada sobre este procedimento, a Assessoria de Imprensa da agência não apenas confirmou que houve este processo de busca de patrocínios como emitiu a seguinte nota oficial que tenta antecipadamente responder a qualquer questionamento ético: "Muitas empresas, de dentro e de fora do ramo da aviação civil (como, por exemplo, bancos), foram convidadas a apoiar a 1ª Feira Anac de Aviação Civil. Este apoio não está condicionado a qualquer forma de vínculo que represente favorecimento ou descumprimento de disposições regulatórias em prol da empresa apoiadora ou de qualquer outra pessoa jurídica envolvida."

O levantamento de R$ 270 mil (a Anac participará apenas com R$ 30 mil da verba necessária para o evento) só teve resposta positiva das empresas que umbilicalmente dependem de uma política de boa vizinhança com a agência: as companhias aéreas, uma empresa de taxi aéreo, um fabricante aeronáutico (que depende da homologação de suas aeronaves) e pasmem, uma empresa recém-criada, que só no último dia 12 de março entregou o seu contrato social para apreciação da agência e que as autorizações que receberá da agência representa a diferença entre a vida e morte.

Banner dos patrocinadores da 1ª feira, que coloca a empresa

de Neeleman ao lado das grandes do setor

Por que será que até o fechamento desta edição não houve a resposta de nenhuma outra empresa ou instituição financeira? Para um conhecido diretor de marketing, dificilmente um cliente do mercado aceitaria livremente associar a sua marca a uma sigla que foi demonizada pela mídia durante meses e que esteve no alvo de um tiroteio político.

Afirmar que "este apoio não está condicionado a nenhuma forma de favorecimento ou descumprimento de disposições regulatórias" não responde ao próprio fato do estabelecimento de uma relação constrangedora do surpreendente pedido, que pode transformar o "não" a uma solicitação de patrocínio em um fato político. Só que o "sim" também gera um fato político, neste caso uma política de boa vizinhança.

O caso mais grave é o da "futura companhia aérea" do empresário David Neeleman - que ainda está constituindo a sua empresa no Brasil e buscando investidores -, que recebeu indiretamente o beneplácito público da agência de aviação civil, colocando no seu próprio site oficial o avião-logo de sua empresa como patrocinador. A companhia, ainda virtual, ganhou a chancela oficial da própria Anac, ao ser incluído num grupo de logotipos em que estão as maiores empresas do setor, junto com a marca da própria Anac, da Infraero e de companhias aéreas que já operam regularmente.

Anúncio com patrocínio da empresa que precisa

da Anac para virar companhia aérea

São queimaduras graves no currículo da Anac. Esta última de terceiro grau, sinaliza ferir qualquer principio ético e, se fosse apreciada pelo Conselho Ético da Presidência da República, poderia sofrer censuras públicas. Não existirá prestações de contas públicas e nem auditoria externa que beatifique este tipo de descaso entre o moral e o imoral. O erro não está na execução do projeto da feira de aviação, que tem os seus méritos de relações públicas, mas está na forma de sutil coação que abriu os cofres dos patrocínios.

O mais grave de tudo é o momento delicado que a aviação comercial vive, com um juiz de São Paulo constatando em sentença que houve a burla do Código Brasileiro de Aviação e permitir que um empresário estrangeiro assuma o comando de uma empresa aérea brasileira na mesma semana que este mesmo grupo empresarial leva a ATA Airlines, nos Estados Unidos, a concordata, paralisando subitamente 50 vôos e demitindo dois mil funcionários. A Anac não moveu nenhum dedo no sentido de contestar a burla e o limbo jurídico que a VarigLog foi submetida. Ocupada, na certa, com os festejos do seu terceiro aniversário, que serão comemorados com uma feira onde a promiscuidade entre fiscalizado e fiscalizador, além da inédita relação de proximidade entre outorgado e outorgante, estarão expostos a um evento que nasce com erros morais.

Dessa forma, parece que a agência pensa cada vez mais de forma caipira e tupiniquim, onde fazer uma quermesse é a melhor coisa que surge na agenda atual dos seus dirigentes, enquanto a aviação comercial vive um quadro de constrangimento cada vez mais profundo e não tem mais para quem reclamar. Os estragos que estão sendo cometidos por esta Anac, que já começa a corroer os próprios quadros técnicos, levarão pelo menos dez anos para serem recuperados. A sociedade e o Poder Legislativo precisam reagir, principalmente quando as ações, como o constrangedor passar de pires para arrecadar patrocínios para esta feira, podem sinalizar que foi abandonada qualquer barreira de moralidade e ética no seio de uma agência que deveria fiscalizar e evitar criar relações de questionamento ético e moral.

Cláudio Magnavita é Presidente Nacional da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo, membro do Conselho Nacional de Turismo e Diretor do Jornal de Turismo.

Source: http://www.amvvar.org.br/siteamvvar/ofenews080408.htm

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