Viajr barato

Viajr barato

Muitos viajantes pensam que viajar na Islândia é demasiado caro mas isso não é necessariamente verdade. Pelo menos no tipo de viagem que eu fiz, em que decidi alugar carro na Islândia e dar a volta ao país pela estrada principal (N1) e por muitas secundárias.

Sim, na verdade o custo de vida da Islândia é dos mais caros da Europa. Também se torna caro viajar para este país porque, devido ao mau tempo durante grande parte do ano, praticamente só há turistas no verão.

Por isso, os hotéis, empresas de aluguer de carros e visitas guiadas sobrevivem a partir do dinheiro que ganham apenas nessa altura.

Ficar uma semana em Reykjavik pode ser tanto ou mais caro do que uma semana em Paris ou Londres. Mas a principal razão para alguém ir à Islândia não é ficar nesta cidade.

Uma viagem à Islândia faz-se para ver a natureza deslumbrante das montanhas, do mar, dos vulcões, dos campos de lava, dos geysers, dos glaciares, dos icebergs, da vida selvagem. Ou seja, de tudo o que lhe sugiro no artigo sobre o que visitar na Islândia .

Porque é que uma viagem à Islândia se torna barata?

A minha viagem de carro alugado à volta da ilha demorou 5 dias, percorrendo 2500 km, 500 km em média por dia. Mesmo partindo cedo dos hotéis na Islândia onde dormi, as montanhas íngremes (especialmente nos Fiordes Ocidentais), as estradas de terra batida e a vontade de desfrutar da paisagem em pleno faziam com que os percursos demorassem o dia inteiro.

Quando chegava à vila ou aldeia onde ia dormir já era bastante tarde e quase todos os locais onde se pode gastar dinheiro estavam fechados pois tudo fecha cedo na Islândia e eu cheguei quase sempre depois das 20h e, algumas vezes, às 24h. Excetuavam-se alguns restaurantes ou cafés. Até os supermercados encerram por volta das 18h (abasteça-se durante o dia ou já de manhã).

Além disso, mesmo durante o dia, quase não passava por povoações, pois estas estão muito afastadas umas das outras. E as que há têm, na maioria, entre 100 e 1.000 habitantes. Só para ter uma ideia, a segunda maior cidade da Islândia, Akureyri, tem cerca de 18.000 habitantes. A área metropolitana da capital Reykjavik não tem mais de cerca de 200.000.

Durante a viagem de carro, sem lojas abertas para gastar dinheiro, na grande maioria dos dias só fiz despesa com o seguinte:

  • Gasolina – preço semelhante ao de Portugal.
  • Comida – essencialmente sandes durante o dia, feitas com produtos comprados no supermercado, e refeições ligeiras em cafés.
  • Alojamento – não é barato mas não há muito por onde escolher pois, como já disse, as povoações são pequenas. Dormi em pensões, hotéis e quartos em casas particulares dedicadas a turistas no verão.

Também dormi em algumas residências de alunos que vêm das centenas ou milhares de quintas islandesas e que ficam nas vilas durante o tempo de aulas já que o mau tempo não permite deslocações diárias.

É ainda possível dormir em quintas remotas e vêem-se sinais nas estradas, mas eu nunca o fiz.

Os islandeses dizem que só duas coisas baratas na Islândia: energia (proveniente de centrais geotérmicas) e água. Nas povoações mais pequenas nem sequer é muito fácil encontrar água engarrafada para comprar. Esta é a água mais pura do mundo. Encha uma garrafa na casa de banho dum café. É grátis.

Afinal, viajar na Islândia é caro ou barato?

Bem, os preços dos artigos não são baratos. Mas se fizer uma viagem de carro à volta da ilha não vai ter muito onde gastar o dinheiro, como já disse.

Quando chegar a Reykjavik a história já passa a ser outra. Há muitas lojas e restaurantes para gastar as suas coroas islandesas (1 euro = 160 coroas; 1 real= 61 coroas – março 2013). Na capital vai ter de se conter com as despesas mas os preços não são assim tão exagerados, especialmente se os comparar com os de outras capitais europeias como Londres ou Paris .

Só para terminar, uma comparação curiosa. No mesmo ano, 2012, viajei também para Istambul, na Turquia (faça o download gratuito do meu Guia de Istambul ). Também fui com a minha mulher, a Cláudia. Ambas as viagens foram em época alta (Páscoa e verão).

Na Islândia gastámos o dobro do dinheiro mas também ficámos o dobro do tempo e, além disso, alugámos um carro. Da Islândia não trouxemos praticamente nada; da Turquia trouxemos imensas coisas dos bazares, jantámos em restaurantes fabulosos (mas baratos), devorámos baklavas, visitámos inúmeros monumentos,…

São apenas viagens diferentes, com objetivos diferentes. Se me pedissem para escolher uma… escolhia as duas.

Source: http://www.fotoviajar.com/islandia/viajar-islandia-caro-ou-barato


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Viajr barato

É certo e sabido que, não raras vezes, a forma mais económica de viajar para locais distantes é aproveitar as promoções das agências e operadores turísticos para os seus programas charter. em destinos massificados como Cabo Verde ou a República Dominicana. Não é, no entanto, desse tipo de férias que aqui se trata; falamos de viagens de longa duração, como uma volta ao mundo. e de estratégias possíveis para tornar a experiência menos dispendiosa.

1. Ter um orçamento definido

É fundamental saber quanto pode gastar por dia. Se um viajante tiver consciência de que dispõe, por exemplo, de 30 euros diários em média para gastar, é certo que estará mais atento ao custo dos bens e atividades, com tendência para avaliar mais racionalmente se eles encaixam ou não no orçamento estipulado. Por outras palavras, é mais fácil resistir à tentação de coisas apelativas mas dispendiosas, seja uma jantarada com muitos copos, saltos de bunjee jumping ou passeios de balão. Isso não quer dizer, naturalmente, que não se permitam pequenos luxos aqui e ali, até porque viajar deve ser um prazer e não um sacrifício. Em todo o caso, não ter um orçamento definido é o primeiro passo para desagradáveis surpresas quando consultar a conta bancária no regresso a casa. Ou, pior ainda, fazê-lo voltar antes do tempo.

2. Viajar de avião

Por paradoxal que possa parecer, em várias regiões do globo é atualmente mais barato voar do que viajar de comboio, autocarro ou barco para viagens de médio curso. É o caso da Europa, algumas zonas do Sudeste Asiático e Austrália, onde as viagens de avião se tornaram muito acessíveis graças ao aparecimento de companhias aéreas de baixo custo como a EasyJet, a Ryanair, a Air Asia ou a JetStar. Para além da rapidez das deslocações por via aérea, se somar ao preço do bilhete de uma viagem por terra o custo com alimentação e até com eventuais dormidas pelo caminho, voar pode de facto compensar bastante. E, nesse aspeto, a internet é um aliado fundamental para pesquisa de voos baratos.

Naturalmente, a opção não está isenta de aspetos negativos. Desde logo, porque a pegada ecológica aumenta consideravelmente. Depois, porque, não raras vezes, as deslocações por terra podem ser tão ou mais marcantes do que os próprios destinos, e voando perde-se essa parte importante da experiência. Por último, voar implica algum planeamento adicional e um grau de espontaneidade menor na tomada de decisões sobre onde ir.

3. Usar os transportes públicos

Aparte as situações acima descritas, a utilização de transportes públicos, nomeadamente o metro, autocarros ou comboios, é quase sempre a forma mais económica de viajar dentro de uma cidade, região ou país. Em ambientes urbanos, esqueça definitivamente os táxis, exceto quando não há alternativa ou está com um grupo em que, divididas as despesas, compensa. E, claro, ande a pé. Entre localidades, averigue bem antes de comprar um transporte porta-a-porta em minibus a uma agência de viagens, porque o conforto da opção pode ficar bem mais caro do que o tradicional autocarro.

4. Fazer viagens noturnas

Para deslocações entre cidades que impliquem pelo menos seis ou sete horas de viagem, considere a opção de viajar de noite. Naturalmente que da janela do autocarro ou comboio não poderá desfrutar da paisagem, e nem todos os transportes são de tão elevada qualidade como os bus-cama argentinos e chilenos (excelentes). Mas, se a prioridade for cortar nos custos, viajar de noite é uma alternativa perfeita: não paga dormida em hotéis e quando acordar estará já no novo destino. Isto, claro está, assumindo que consegue dormir num autocarro…

5. Viajar devagar

É, porventura, o mais valioso conselho que se encontra nesta página. Sendo o custo do alojamento e dos transportes dois dos itens que mais pesam no orçamento de uma viagem, quanto mais tempo permanecer num local mais barato a viagem sairá. E a explicação é simples. Por um lado, dilui o custo do transporte entre dois pontos, contribuindo para um menor custo/dia; por outro, estadias mais prolongadas no mesmo local permitem obter descontos no alojamento e, por vezes, poupar na alimentação e outros serviços (nem sempre o bom e barato se descobre nos primeiros dias).

Ora, se é viajando devagar, com tempo para viver e embrenhar-se na cultura e modo de vida locais – e não apenas para ver – que mais enriquecedora se torna a experiência de viajar de forma independente, e se, além do mais, a viagem fica mais barata, por que razão haverá de querer viajar a correr, saltitando de hostel em hostel a cada par de dias? Em suma, não tente “colecionar carimbos” no passaporte. Desfrute, com tempo, e acabará por poupar dinheiro.

Nesse sentido, mesmo tendo pouco tempo disponível para viajar, é preferível escolher uma área reduzida para conhecer bem, estando mais tempo em cada sítio, do que tentar “ver tudo” a correr. É melhor e mais barato. E ganha um pretexto para voltar.

6. Evitar a época alta

Épocas como o Carnaval ou a Páscoa, o fim de ano, os meses de verão europeu em julho e agosto e austral de dezembro a fevereiro fazem aumentar a procura e os preços. Vale, pois, a pena perder algum tempo a estudar os períodos mais concorridos nos destinos que se pretende visitar. Regra geral, os períodos imediatamente antes ou depois do pico do turismo têm clima igualmente agradável, muito menos gente e fazem um rombo menor no orçamento. Assim, se, por exemplo, pretende visitar Praga, porque não fazê-lo em junho ou setembro em vez de julho e agosto.

Mais. Como as épocas altas não são coincidentes em todas as regiões do globo, em teoria há quase sempre (o fim de ano, por exemplo, é sempre complicado em termos de preços) algum lugar para onde ir que, nesse dado momento, não esteja no pico da época turística. Os preços são obviamente mais baixos e a opção tem um bónus adicional: evitam-se os maiores aglomerados de turistas, o que é sempre bom.

Outro dado a considerar são as alturas de festivais ou eventos importantes (como uma prova de Formula 1 ou um festival cultural de relevo), que naturalmente, têm influência no preço da hotelaria, alimentação e transportes. Há, por isso, que evitá-las, exceto se esse evento ou festival for precisamente o motivo da viagem. Nesse caso, há uma solução que minimiza o problema: reservar o alojamento com bastante antecedência (até porque os eventos têm datas fixas, logo é sabido quando se vai querer estar nesse local). E, claro, ser comedido nos gastos diários.

7. Escolher bem os destinos

Os viajantes experientes costumam dizer que pode ser mais barato viajar do que ficar em casa, com todas as despesas quotidianas que essa opção acarreta. E é verdade. Depende, sobretudo, dos destinos escolhidos para a viagem. Não é segredo para ninguém que a Austrália, Noruega ou Japão são destinos mais caros que o Camboja, Índia ou Nicarágua. Ora, se o dinheiro não abunda, há sempre a opção de escolher destinos baratos, ao invés de ficar eternamente a sonhar com aquela viagem à Polinésia Francesa. E talvez se surpreenda…

Por exemplo, é extremamente barato viver em quase todo o sudeste asiático, onde um euro pode chegar para uma refeição de qualidade, e não é preciso muito para conseguir uma cama num hostel .

Numa viagem de longa duração, e tipicamente numa volta ao mundo – especialmente quando se compra bilhetes Volta ao Mundo -, a equação é mais complexa, já que é quase impossível não passar, a dado momento, em países do “primeiro mundo”, como a Austrália ou os Estados Unidos da América. Nestes casos, há que balancear destinos dispendiosos com países amigos da carteira, dando preferência a estes últimos se o orçamento não for generoso. Ou, numa situação de compromisso, reduzir o número de dias em países com custo de vida elevado e dedicar mais tempo aos mais económicos. Que é como quem diz: não deixe de ir ao Japão, mas não fique demasiado tempo que o dinheiro rende mais na Tailândia.

No caso presente, assumimos conscientemente um percurso mais dispendioso, ao focar o itinerário nas regiões em torno do Pacífico. Felizmente, o trabalho que vamos fazendo para revistas ajuda a suavizar o problema.

8. Dormir como um local

Há cerca de dez anos, contactei um estudante de medicina que morava, sozinho, num pequeno apartamento de Amesterdão. Ia ficar em sua casa. Quando lá cheguei, feitas as apresentações, disse-me algo como isto: “Filipe, estou a organizar um congresso e a estudar para os exames, por isso quase não nos vamos ver: aqui tens as chaves de casa”. Devo ter feito uma tal cara de espanto que, divertido, me perguntou: “Que é que me vais roubar?” Foi nesse instante que percebi o espírito de redes de viajantes como o Couchsurfing ou o Hospitality Club .

Contactar habitantes de uma localidade e ficar alojado em suas casas é uma forma de juntar o útil ao agradável: poupar dinheiro, tendo uma experiência muito mais rica. Viver com eles, conhecer os seus amigos, conhecer recantos da cidade não frequentados pelo comum dos turistas, ver de uma cidade pelo olhar de quem lá vive. Assim o anfitrião tenha tempo, naturalmente.

Outra opção interessante é o aluguer de casas, especialmente se viaja em família e optar por estadias mais longas em cada destino. Fica alojado em casas totalmente equipadas, e onde pode, entre outras coisas, cozinhar. O alojamento não é gratuito, mas por vezes compensa. Sites como o HomeAway são especialistas nesse aspeto.

E isto para não falar da troca de casas, já que implica possuir uma casa em localização atrativa e predisposição para a troca simultânea de habitações – uma família vive temporariamente na casa de outra, e vice-versa. Sites como o HomeExchange dão cartas na matéria, e aqui as estadias são efetivamente gratuitas. O único custo é a subscrição anual do serviço, que permite “anunciar” a sua casa ao mundo.

Por fim, se ficar em casa de estranhos não o seduzir, restam os hotéis, e aí vale a pena pesquisar, pesquisar, pesquisar. Porque há hotéis acessíveis em (quase) todo o lado.

Qualquer que seja a opção de alojamento, se o objetivo é poupar dinheiro, escolha algo que lhe permita cozinhar, para que possa tomar o pequeno-almoço e o jantar em casa no fim de um dia de atividades. Até porque, no caso de viajar com crianças, verá que elas necessitam de algumas rotinas, e regressar a casa ao fim da tarde para as suas coisas e comer da comida a que estão acostumados é algo que as faz sentir bem. Pode cozinhar na maioria dos hostels. em apartamentos ou, com permissão do anfitrião, nas casas em que se alojar recorrendo às referidas redes de viajantes.

10. Gerir a utilização dos cartões de débito e crédito

É importante decidir que dinheiro levar numa viagem, até porque, apesar do euro ter vindo a ganhar terreno, há destinos onde o dólar norte-americano continua a ser muito útil. Além de funcionar como moeda corrente em muitos países, existem notas de pequeno valor (1 USD), o que facilita e muito a sua utilização.

Mas, se a viagem é longa e assumindo que não transporta grandes quantidades de dinheiro vivo, é quase certo que precisará de efetuar levantamentos em caixas ATM. E esta é uma das questões mais complexas e de difícil superação, porque não há muitas formas de fugir às taxas cobradas pelo bancos e por redes como a VISA pelos levantamentos efetuados fora da zona Euro. Ora, os bancos cobram, regra geral, uma taxa fixa pela operação, mais uma taxa variável em função do montante. Quer isso dizer que compensa levantar o maior montante possível de cada vez, o menor número de vezes possível, para diluir o valor da taxa fixa. Para tal, utilize o cartão de débito (um Visa Electron funciona perfeitamente na maior parte dos países). Ainda assim, é provável que chegue ao fim da viagem e 4 % ou 5 % de todo o orçamento tenha ido parar às mãos do seu banco e da rede VISA.

De resto, utilize o cartão de crédito se necessário (para pagar reservas efetuadas na internet, por exemplo), mas nunca o utilize como cash advance – as taxas são muito elevadas.

Atualização (27.04.2012). O banco português Caixa Geral de Depósitos cobra uma taxa fixa de apenas 2,80€ + 0,11€ de imposto de selo por levantamento, o que contrata com os 8€ a 9€ cobrados pela concorrência para um levantamento do valor equivalente a 200€. Já nos tornámos clientes da CGD e, desde março de 2012 apenas utilizamos o seu cartão Visa Electron para levantar dinheiro. A regra de ouro é, mais do que nunca, levantar o máximo possível de cada vez.

Se é daqueles que diz não ter jeito para regatear ou que “parece mal”, habitue-se à ideia. Se, numa viagem curta, se pode dar ao luxo de pagar mais do que o devido por um bem ou serviço, numa viagem longa todos esses “pequenos nada”, somados, representam muito dinheiro. Ou, se preferir, mais algumas semanas de viagem. Um exemplo: se sabe que um tuk tuk custa 50 baths para fazer um determinado percurso, por que razão há de pagar 80 ou 100? A regra aplica-se aos transportes, mas também às compras nos mercados, aos restaurantes e até aos hotéis, ou a qualquer serviço ou produto que pretenda adquirir. Não pague mais só porque é turista, exceto nos locais onde é obrigado a fazê-lo (em alguns países, a entrada em museus e sítios arqueológicos tem preços diferenciados para estrangeiros e nacionais).

De resto, regatear em lojas e mercados é especialmente relevante em países onde isso é, por natureza, parte integrante do processo de compra. Nessas situações, o primeiro preço é apresentado na expectativa que o cliente, mostrando interesse num produto, acabe por afirmar quando pretende por ele pagar. Em culturas sem preço fixo, costuma dizer-se que um bom preço é aquele que deixa ambas as partes satisfeitas. Em suma, não tenha medo de regatear – nenhum comerciante lhe venderá algo se o preço proposto for injusto.

12. Ignorar os angariadores (o que é diferente de desconfiar de toda a gente)

À chegada a uma cidade nova, é provável que, antes de poder respirar, já esteja rodeado de pessoas que garantem conhecer o melhor e mais barato hotel da cidade. Da mesma forma, junto às “atrações turísticas”, gente simpática assegurará que conhece os mais autênticos tapetes, o melhor artesão ou a loja de joias mais barata da cidade.

Ainda que parte deles possa estar genuinamente interessados em partilhar dicas úteis (sempre bem-vindas) e possam daí nascer encontros verdadeiramente interessantes, a maioria estará seguramente a trabalhar. À comissão. E, nesse caso, uma coisa é praticamente garantida: o preço a pagar na loja ou hotel será mais elevado do que se aparecesse sozinho. Não desconfie de toda a gente, mas atue com prudência e bom senso, avaliando caso a caso a situação. E isto leva-nos ao ponto seguinte.

13. Consultar guias e sites de viagem

Seguir religiosamente um guia de viagem é asneira. Não aventurar-se para lá do que se pode ler nas suas páginas é redutor. Mas pura e simplesmente ignorá-los é uma tolice. Os guias, bem como sites com dicas de viagem, nomeadamente os fóruns de discussão e os blogues, existem para ajudar o viajante independente através das experiências de quem já esteve nos locais. Nomeadamente nas questões de bem estar e financeiras. Porque é sempre benéfico conhecer antecipadamente o nome e localização de alguns hotéis e restaurantes com boa relação entre preço e qualidade. Lonely Planet. Rough Guides. Bradt. Moon. Guide du Routard e Frommer’s são alguns dos guias mais conhecidos.

14. Dividir custos

Como é natural, uma boa forma de poupar é dividir custos, pelo que viajar sozinho é quase sempre mais dispendioso do que fazê-lo acompanhado. Primeiro, porque em muitos países o preço de um quarto single é igual – ou pouco menor – do que um quarto duplo, e nem sempre há dormitórios disponíveis (ou o viajante pode não estar para aí virado). Táxis, comida e um eventual aluguer de automóvel ficam também mais baratos se divididos. Por isso, para quem viaja sozinho, encontrar outros viajantes com quem dividir estas despesas é o ideal. E é mais fácil e comum do que parece.

15. Evitar o álcool

Talvez a questão não se ponha numa viagem com crianças. mas convém ter noção de que as noitadas – e, especificamente, as bebidas alcoólicas – são uma das formas mais fáceis de destruir um orçamento de viagem. Evidentemente que uma cerveja gelada, uma caipirinha ou um Havana Club sabem bem em diversas situações – e não se deve privar corpo e espírito dos pequenos prazeres da vida -, mas beber moderadamente é fundamental, quanto mais não seja porque o álcool costuma ser, comparativamente, caro. Para as alturas em que a vontade de sair à noite for maior do que o tamanho da carteira, aqui fica uma sugestão final: sair apenas com o dinheiro que se pretende gastar – e nem mais uma nota extra ou um cartão VISA para “se for preciso”.

Source: http://www.pikitim.com/15-dicas-para-viajar-mais-barato/


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Viajr barato

Por Jenifer Corrêa

Você já pensou em largar tudo e ir viajar? Saiba que você não é o único e o melhor: tem muita gente conseguindo realizar esse sonho sem precisar de tanto dinheiro quanto você imagina. Viajar barato é uma realidade nos dias de hoje.

De acordo com o projeto Vira Volta – que, aliás, é um bom lugar para começar a se informar para pôr seu projeto em prática – é possível passar um ano viajando com R$ 30 mil. Esse valor pode parecer alto em um primeiro momento, mas se você pensar que terá alguns meses para acumular essa reserva, o sonho de viajar barato se torna mais próximo.

A primeira pergunta que você deve se fazer é quando você pretende fazer a viagem. Se for daqui a um ano, por exemplo, você terá 12 meses para acumular R$ 30 mil, o que corresponderia a uma média de R$ 2,5 mil por mês.

Esse valor é muito alto? Ao estender o prazo para dois anos, você precisará poupar a metade desse valor por mês: R$ 1,25 mil. Em vez de desistir do seu sonho por achar que ele é muito caro, adeque a data para realização ao seu orçamento.

Para conseguir fazer isso, é fundamental começar a fazer o controle das suas finanças. Você tem duas opções: anotar todos os seus gastos em uma planilha de gastos ou deixar com o GuiaBolso.com a tarefa de mapear e categorizar todas as suas despesas automaticamente em menos de dois minutos.

Não só para viajar barato, mas para executar qualquer projeto financeiro que você tiver em sua vida, você terá apenas dois caminhos para chegar lá: cortar gastos ou ganhar mais. Ou até as duas coisas, se você quiser realizar seu sonho o quanto antes.

Se sua escolha for economizar – lembre-se de que fica muito mais fácil cortar gastos quando você tem um objetivo a ser realizado dali a alguns meses –, a boa notícia é que você tem várias opções no seu orçamento. A melhor forma de encontrá-las é usar a regra dos 50-15-35 .

De acordo com a regra, 15% da sua renda deve sempre ser direcionada a suas prioridades financeiras. Nesse caso, seu próximo objetivo financeiro é acumular R$ 30 mil para conseguir passar um ano no exterior com o pé na estrada.

O segundo passo é adequar seus gastos relacionados a estilo de vida (bares, restaurantes, cinema, salão de beleza, academia) a no máximo 35% da sua renda. Mas, já que você tem um grande objetivo à frente, você pode reduzir ainda mais a participação desses gastos temporariamente.

Depois de reduzir suas despesas supérfluas ao mínimo, é hora de atacar os gastos essenciais (moradia, educação, saúde, transporte e alimentação). É verdade que o potencial de economia nessa categoria é menor, mas não dá para negar que sempre existe a oportunidade de economizar na conta de luz ou nas compras no supermercado.

Você não deve contar com um aumento de salário para conseguir guardar dinheiro para sua próxima viagem. Se ele vier, será muito bem-vindo, mas você não precisa depender disso para aumentar a sua renda, já que há diversas formas de conseguir um dinheiro extra.

Se você, por exemplo, toca muito bem algum instrumento, pode começar a dar aulas particulares à noite ou aos fins de semana. Se fala muito bem algum idioma ou sabe muito de física, também tem essa opção.

Outra opção é fazer doces ou artesanato para vender no trabalho, na faculdade ou até no parque no tempo que você tiver livre.

Ao longo da vida, acumulamos muitas coisas que não usamos tanto assim. Por isso, uma outra opção para levantar algum dinheiro para seu projeto de viajar barato por um ano é vender coisas que não são essenciais para você.

Fazer um bazar de roupas antigas é uma opção divertida para se reunir com as amigas e levantar uma grana. Existem ainda sites especializados na venda de artigos usados em bom estado, como o Enjoei .

Se você tiver um carro, também pode ser uma boa ideia vendê-lo para conseguir dar um gás na sua reserva para a viagem. Um carro por uma volta ao mundo? Você tem alguma dúvida que essa é uma troca que vale muito a pena?

- 5 coisas que vão te impedir de guardar dinheiro em 2015

- Como usar a regra dos 50-15-35 para organizar as finanças em 2015?

- Qual o melhor investimento para 2015?

Source: http://blog.guiabolso.com.br/2015/01/06/viajar-barato-e-possivel/


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Viajr barato

por Ricardo Freire @riqfreire Atualizado em 14.mar.2015

Sabe aquela cerveja da barraca de praia do Nordeste que custava absurdos 9 reais? Pois agora está uma pechincha: apenas 3 dólares. Aquele restaurante a quilo melhorzinho que custava uma fortuna -- imagine, 30 reais! -- ficou razoável: tá saindo só 10 dólares. E aquele bugueiro que se recusava a sair do lugar por menos de 300 reais? Pois agora está trabalhando só por 100 dólares (aproveite, que dá pra rachar entre 4 passageiros!).

Divida qualquer preço doméstico por 3, e o Brasil finalmente ficará barato -- em dólar. Pena que a gente continue ganhando. em reais.

À medida que os brasileiros voltem do exterior e tragam a informação dos preços que estão encontrando, porém, acredito que muita gente passe a pensar em viagens domésticas com carinho. Os anos de real valorizado nos acostumaram mal: era possível manter o nosso o padrão de viagens, seja ele qual fosse, em praticamente todo lugar. Agora, não: com uma corridazinha de táxi de 15 dólares custando

45 reais

, o ingresso avulso da Disney chegando a 300 reais por cabeça e qualquer drinkzinho de bar saindo mais caro que caipiroska de Absolut na Praia do Espelho, o downgrade parece inevitável -- ao menos no Primeiro Mundo.

A verdade é que, por enxergarmos muito mais valor numa viagem ao estrangeiro do que dentro do Brasil, passamos esse tempo de real forte exagerando a difereça entre viagens domésticas e internacionais. Sempre arrendondamos os custos no Brasil pra cima, e os custos do exterior pra baixo. Taxa de embarque internacional, impostos não-incluídos, gorjetas maiores -- nunca contabilizamos nada disso. Nos habituamos a comparar os preços mais surreais do Brasil com as maiores pechinchas do exterior, mesmo que as duas coisas fossem incomparáveis (por exemplo: uma semana num resort de primeira linha na Bahia no Réveillon contra uma semana num resort de segundo time em Punta Cana na temporada de furacão). Valia tudo para reforçar a idéia de que viajar para fora não era apenas mais barato, mas muito mais barato do que viajar pelo Brasil.

Essa percepção está tão arraigada que ainda vai demorar um pouquinho para mudar. O desejo do brasileiro de viajar ao exterior a qualquer custo está bem evidente nesta ótima pesquisa feita pelo Melhores Destinos com seus leitores: entre os que responderam, 75% continuam enxergando um melhor custo x benefício nas viagens ao exterior do que nas viagens pelo Brasil, mesmo com o dólar a 3 reais.

Se eu fosse você, porém, abriria o olho para as ótimas oportunidades de viagens pelo Brasil que vão aparecer tanto pela alta do dólar quanto pela desaceleração da economia. Essas oportunidades dificilmente surgirão nos momentos em que todo mundo quer viajar -- férias e feriados -- mas serão abundantes fora de temporada.

Meus 5 toques para você fazer viagens bacanas e baratas sem pensar em compra de moeda estrangeira, IOF ou desvalorização cambial:

1 | Não espere pechinchas nas férias e feriados

A alta temporada é cara em todo lugar do mundo, mas não acontece ao mesmo tempo em todo lugar. A alta temporada no Brasil costuma coincidir com a baixa temporada na maioria dos destinos desejados pelos brasileiros no exterior, então não espere que o Réveillon desse ano fique mais barato no litoral brasileiro do que numa capital da Europa ou em Buenos Aires.

Nos feriadões, se você dividir por três, já deve achar preços bons em dólar. Mas em real os preços continuarão salgados.

Viajar nas férias e feriados só ficaria nominalmente barato se as condições econômicas piorassem muito mais e o brasileiro parasse totalmente de viajar. Aí sim surgiriam promoções também na alta temporada.

2 | Aproveite passagens aéreas a preço de low-cost

As passagens domésticas são tão abusivamente caras em janeiro ou em compras de última hora, que nos esquecemos de que, ao longo do ano, voar pelo Brasil é superbarato -- desde que você compre nas promoções. Não passa um mês sem que as cias. aéreas façam promoções de passagens nacionais para nos 45 ou 60 dias seguintes. Se você dividir os preços por 3, vai achar números parecidos com os que você encontra ao pesquisar preços de low-cost na Europa.

Com a economia desaquecida, as promoções tendem a ser mais freqüentes. (E talvez no próximo verão as cias. aéreas não consigam sustentar preços tão altos quanto os das últimas férias.)

3 | Use milhas

É um dos meus conselhos mais recorrentes: use suas milhas para viagens pelo Brasil. Em janeiro elas são inúteis (as tabelas sobem à estratosfera), mas fora de temporada, emitindo passagens com antecedência ou aproveitando as promoções de milhas, você faz seus pontos renderem que é uma beleza: não é difícil achar trechos a 10.000 pontos ou menos.

(Teve um ano em que eu voei 12 trechos nacionais usando 80.000 milhas. Juro.)

4 | Pesquise preços de hotel em sites de reserva

Praticamente todos os hotéis do Brasil já estão integrados aos sites de reservas, e cada vez mais pousadas aderem. Você tem uma polaróide da situação de preços da época em que você quer ir, e vai conseguir identificar claramente os hotéis com tarifas promocionais (não porque anunciam xis porcento de desconto, mas porque efetivamente seus preços serão mais baixos que os dos outros). É o canal preferido da maioria dos hotéis -- e de um número crescente de pousadas -- para publicar ofertas de última hora. Antes de fechar negócio, não deixe de ler as resenhas -- e neste caso, nenhum canal é melhor do que o nosso parceiro Booking. onde todas as resenhas são feitas por clientes que efetivamente se hospedaram nos hotéis (e que, por terem lido as resenhas anteriores, já viajam com as expectativas mais calibradas).

5 | Viaje no contrafluxo

Santa Catarina e litoral do Sudeste no outono (até início de maio em SC, até meados de junho no Sudeste). Serras no outono e na primavera. Interior do Brasil em maio, junho, agosto e setembro. Nordeste de setembro a novembro. Fora de feriados, você encontra clima bom e preços ótimos em todos esses destinos.

Destinos caros de praia, serra ou campo? Experimente viajar na semana anterior ao feriadão. A procura é baixa (todo mundo se guardando para gastar no feriado) e dá para descolar boas ofertas.

Nos feriadões, pense nas capitais: São Paulo. Curitiba. Belo Horizonte (com Inhotim ), Brasília têm hotéis com tarifas promocionais e passagens mais baratas no contrafluxo.

Ainda esta semana eu vou publicar um post listando os destinos brasileiros de melhor custo x benefício, mês a mês.

Source: http://www.viajenaviagem.com/2015/03/5-toques-para-viajar-mais-barato-dentro-do-brasil

22.08.2018

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